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Como um cavalheiro deve saudar


Senhores, como já dito no último post, o objetivo do blog não é ser um guia de moral, mas retomar alguns pontos que podem ser ainda hoje utilizados de forma apropriada. Dessa maneira, ao falar sobre saudações temos algumas práticas e regras que não são mais usadas ou que perderam a gravidade. Mesmo assim, o texto não deixa de ser muito interessante e pode se tornar, mais uma vez, uma referência, pois em muitas ocasiões formais acabamos não sabendo como bem proceder.



1. O cumprimento é a expressão mais comum e mais simples do amor ao próximo. No modo de cumprimentar é que alguém revela se é bem educado ou se tem educação deficiente. É o cumprimento que dá a primeira impressão, favorável ou desfavorável, às pessoas que de nós se aproximam.
2. Desde jovem, habitua-te a saudar devidamente as pessoas com quem te encontrares.
3. A saudação, num encontro, faz-se com um aperto de mão, entre amigos, ou tirando levemente o chapéu e fazendo ao mesmo tempo uma inclinação com os superiores. Nunca estendas a mão por primeiro a um superior; se este a oferecer, aperta-a com naturalidade e afeição.
4. O chapéu tira-se por completo. É ridículo erguer simplesmente a aba ou tirá-lo e conservá-lo suspenso sobre a cabeça. A saudação militar é reservada exclusivamente a militares. O chapéu tira-se com a mão direita.
5. A falta de desenvoltura e a indecisão no saudar, indicam que o indivíduo ainda não tem o hábito da cortesia.
6. Quando se avistam de longe amigos e superiores, tem-se obrigação de saudá-los o melhor possível, isto é, tirando o chapéu e inclinando-se amavelmente.
7. Quem tiver na boca um pirulito deverá tirá-lo com a esquerda e descobrir-se com a direita.
8. Se a personagem que se encontra é notável, como um bispo, um ministro, etc., é necessário deter-se um pouco em atitude de respeitosa reverência e ficar descoberto até que se afaste.
9. A expressão do rosto deve ter diversos tons, conforme o estado e condição de quem se saúda; grave e respeitosa para com os superiores, cordial e alegre para com os iguais, amável e benigna para com os inferiores.
10.  Pelo caminho saudarás: a) as pessoas que te saudarem: não retribuir um cumprimento, é grosseria intolerável; b) as pessoas que saudarem quem te acompanha ou quem forem por ele saudadas; c) os superiores, mestres, patrões, benfeitores, conhecidos e amigos; d) todas as personagens distintas, civis e eclesiásticas, embora desconhecidas. O soldado tem o dever de cumprimentar seus oficiais, quer os conheça quer não, ora os sacerdotes são os oficiais da milícia católica.
11.  Passando por uma igreja ou capela onde se conserva o Santíssimo, deves saudar a Jesus Cristo, descobrindo a cabeça. O mesmo farás ao passar diante de imagens sagradas ou nichos.
12.  Encontrando uma procissão ou um enterro, tirarás igualmente o chapéu, e te conservarás em posição respeitosa, até que o préstito tenha passado. Se encontrares o Santíssimo, quer em procissão, quer quando levado como viático, ajoelhar-te-ás com ambos os joelhos, até que se tenha afastado.
13.  Desviar abertamente o olhar de uma pessoa conhecida é mais do que grosseria; não saudar as pessoas com quem se teve algum atrito, denota sentimento anticristão; não saudar uma pessoa por ser de condição humilde, é orgulho manifesto.
14.  O aperto de mão é um sinal de amizade e intimidade. Quem dá a mão deve fazê-lo com jeito, apresentando toda a mão, não dois ou três dedos só; o outro deve apertá-la delicadamente sem a sacudir.
15.  Os abraços são permitidos entre amigos, depois de alguma ausência ou quando se separam por algum tempo; abraçar-se porém em plena rua, sem motivo razoável, não seria muito conveniente, por atrair demasiado os olhares. Os superiores usam, às vezes, este sinal de benevolência para com os inferiores, mas estes nunca devem ser os primeiros, excetuados raríssimos casos.
16.  Os beijos só são permitidos entre parentes íntimos, como: pai, mãe, irmãos, etc. Só pertencem à intimidade doméstica.
17.  Os filhos, a primeira vez que vêem seus pais, pela manhã, e à noite, antes de se deitarem, devem cumprimentá-los e tomar-lhes a bênção.
18.  Entre amigos e conhecidos costuma-se acompanhar a saudação com alguma frase, como: Bom dia, boa tarde, boa noite! ou: Como vai? Como tem passado? A que se responde: Vou bem, obrigado; e o senhor? Quando se continua a conversa e se está na presença de algum superior, conserva-se a cabeça descoberta, até se receber convite para pôr o chapéu.

*. Etiqueta é um termo muito forte, portanto, creio que civilidade é o termo mais correto. A função principal deste tipo de postagem não é engessar as pessoas ou servir para incitar julgamentos, mas sim ser um guia de conduta, que possa tirar dúvidas de como agir e de como se portar, já que hoje existem poucas referências sobre o tema. Muitas vezes, nos dias atuais, é até mesmo difícil encontrar bons pais e mães que ainda ensinam essas coisas para os filhos. Cabe a nós procurarmos enriquecer nossa formação para que saibamos nos comportar como verdadeiros cavalheiros. Infelizmente eu não sei ao certo o autor do livro que estou utilizando. Tive o privilégio de ter algumas aulas utilizando uma versão em espanhol dele há alguns anos e sei que o autor é um boliviano.Seu texto é muito fluido e sem muitas “frescuras”, bem diferente de um rígido livro de etiqueta francesa, por exemplo. É um lindo texto para cavalheiros! Procurarei trazer, nos próximos posts, referências mais completas.


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