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Deveres para com todos

 Caros cavalheiros, gostaria de continuar as postagens sobre civilidades “o guia do cavalheiro civilizado” , retiradas do livro de Carreño Muñoz (clique aqui  para ver o post sobre o livro). 
 
Aqui em nosso blog, há uma série de postagens sobre urbanidades e boas maneiras. A função principal desse tipo de postagem não é engessar as pessoas ou servir para incitar julgamentos, mas sim ser um guia de conduta, que possa tirar dúvidas de como agir e de como se portar, já que hoje existem poucas referências sobre o tema.
 
 
Deveres para com todos
 
 
  1. Deves ser respeitoso e educado para com todos: “Que vosso amor seja sem hipocrisia, detestando o mal e apegados ao bem; com amor fraterno, tendo carinho uns para com os outros, cada um considerando o outro como o mais digno de estima” (Rm 12, 9 – 10). Honra e ama o teu próximo como a teu irmão: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt 22, 39).
  2. Não mandem nem recebam cartas sem antes mostrá-las ao superior. Perguntados a respeito de qualquer assunto, respondam sempre com prudência e sinceridade.
  3. Fujam, como da peste, das amizades particulares, que se cultivam às escondidas. Esse tipo de amizade prejudica a vida espiritual e os estudos: “Não vos deixeis iludir: as más companhias corrompem os bons costumes” (1Cor 15, 33) e: “São um dos maiores obstáculos ao progresso espiritual: Deus, que não quer nada dum coração dividido, começa por fazer censuras interiores e, se não se escuta a sua voz, retira-se pouco a pouco da alma e priva-a de luz e consolações interiores. À medida que os apegos vão crescendo, vai-se perdendo o recolhimento interior, a paz da alma, o gosto dos exercícios espirituais e do trabalho” (Pe. João Ferreira Fontes, Compêndio de Ascética e Mística, Ad Tanquerey, cap. V, 603-a).
  4. É absolutamente proibido dar apelidos. Chame-se cada pessoa pelo próprio nome: “Não faças a ninguém o que não queres que te façam” (Tb 4, 15). Nunca faça de alguém objeto de riso e zombaria, criticando suas faltas de qualidades e inteligência, debilidades, cor e condição social, que seria discriminação: “Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis um pecado e incorreis na condenação da Lei como transgressores” (Tg 2, 9).
  5. Não ridicularizes os defeitos físicos ou morais de teu próximo, e não os arremedes, o que seria grande insulto. A mais das vezes, aqueles que zombam dos defeitos alheios são os que mais defeitos têm.
  6. Sê disponível para prestar ao próximo algum serviço ou dar-lhe algum conselho, isto sempre de bom grado e sem almejar ou exigir algo em troca. “Todos vós, conforme o dom que cada um recebeu, consagrai-vos ao serviço uns dos outros, como bons dispenseiros da multiforme graça de Deus” (1Pd 4, 10).
  7. Não façam mau juízo de ninguém; não sejam curiosos de saber as novidades, nem espalhem boatos: “Filho, não sejas curioso, nem te embaraces com cuidados inúteis” (Tomás de kempis, “Imitação de Cristo”, Livro III, Cap. 24); isso tudo prejudica a vida comunitária, onde deve reinar extrema caridade. Não fales dos defeitos alheios a não ser que grave motivo o exija; mas em tal caso não exageres nunca o que disseres. “Nosso Senhor Jesus Cristo diz-nos expressamente: “Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados” (Lc 6, 37). As mais duras palavras saídas da sua boca foram precisamente para aqueles que se faziam juízes dos outros: os fariseus. Daqui a importância de evitar qualquer tipo de críticas interiores” (Ricardo Sada e Alfonso Monroy, Curso de Teologia Moral, 14.2.2).
  8. Evitem toda teimosia; suportem com paciência e suavidade os defeitos dos colegas, pelos quais alimentarão sempre sentimentos de respeito e estima: “Nós, os fortes, devemos carregar as debilidades dos fracos e não buscar a nossa própria satisfação. Cada um de nós procure agradar ao próximo, em vista do bem, para edificar” (Rom 15, 1-2).
  9. Não sejas molesto a ninguém; perdoe as ofensas e não cause desgosto a ninguém, embora seja seu inferior: “Portanto, como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de sentimento de compaixão, de bondade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos mutuamente, se alguém tem motivo de queixa contra o outro; como o Senhor vos perdoou, assim também fazei vós” (Col 3, 12-13).
  10. Fuja, como peste da ociosidade e da preguiça, sempre desagradáveis e prejudiciais, especialmente naquele que é chamado a desempenhar um assíduo trabalho: “A preguiça faz cair no torpor; o ocioso passará fome” (Pr 19, 15), e: “O desejo do preguiçoso causa a sua morte, porque suas mãos recusam o trabalho” (Pr 21, 25).
  11. Evite o olhar indiscreto e o levantar a voz em tom de arrogância. Evite também o barulho e as correrias: “O olho não se sacia de ver, nem o ouvido se farta de ouvir” (Ecl 1, 8), e: “A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, se o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará iluminado; mas se o teu olho estiver doente, todo o teu corpo ficará escuro. Pois se a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão as trevas!” (Mt 6, 22-23).
  12. Há indivíduos cuja convivência se torna terrivelmente pesada: falam alto e pisam rumorosamente quando os outros descansam, batem as portas, arrastam camas e cadeiras: “O barulho distrai a alma do recolhimento interior; andar ou fechar as portas com ruído, conversar em voz alta, pode impedir os irmãos de rezar; neste ponto, cada um deve esforçar-se por respeitar a vida dos irmãos, por facilitá-la, evitando com cuidado tudo o que pode constituir obstáculo. Pequenas coisas, é verdade, mas agradáveis a Deus, pois facilitam a sua obra íntima nas almas” (Dom Columba Marmion, “Jesus Cristo o Ideal do Monge”). Deixam sujo tudo o que usam, como por exemplo: banheiros, pias, o seu lugar na mesa, etc. Isto é falta de caridade e de educação: “A limpeza exterior representa, até certo ponto, a honestidade interior” (São Francisco de Sales, “Introdução à Vida Devota”, Cap. XXV).
  13. É absolutamente proibida toda brincadeira de mão; não há pretexto que a possa justificar. Avise ao superior sobre qualquer infração a esta proibição: “…nunca permitas a ti mesmo esses tratos que se dão aos outros por brincadeiras, mas que são sempre repreensíveis. Jogar um no chão, beliscar outro, pintar um terceiro de preto, enganar a um tolo, tudo isso denota uma alegria desenfreada e maligna” (São Francisco de Sales, “Introdução à Vida Devota”, Cap. XXIV).
  14. Evitem as conversas inúteis, imorais e levianas e nunca ofendam a ninguém: “Tem todo o cuidado em não deixar sair de teus lábios alguma palavra desonesta, porque, embora não proceda duma má intenção, os que a escutam a podem interpretar de outra forma… passemos o pouco de tempo que nos é dado para uma conversa recreativa e agradável, de modo que a devoção aí praticada nos assegure uma eternidade feliz” (São Francisco de Sales, “Introdução à Vida Devota”, Cap. XXVII). Evite também de dizer palavras em louvor de si próprio: “…porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (1 Pd 5, 5).
  15. O humilde agrada a todos e é por todos estimado, ao passo que o orgulhoso se torna antipático e insuportável; pode ser temido, mas nunca será benquisto: “… nada fazendo por competição e vanglória, mas com humildade, julgando cada um os outros superiores a si mesmo…” (Fl 2, 3).
  16. Sê pródigo em demonstrações de afeto, respeito e cortesia. Uma palavra, um gesto de estima pouco ou nada custa, mas vale muito. Foge, contudo à adulação, que denota ânimo mesquinho e hipócrita, e pode até tornar suspeitas as tuas intenções.
  17. Não se deve, porém, usar lisonjas e carícias para com o próximo: enervam o caráter e produzem arrogantes e impostores.
  18. Na atitude, nos gestos e nas palavras evitem toda arrogância e soberba, para não se tornar desagradável a Deus e odioso aos olhos dos homens.

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