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Fazem-se visitas!

Fazem-se visitas!

 Aproveitando esse período do ano, quando muitos estão de folga e podem ter um tempo, até mesmo o dever, de fazer algumas visitas para colegas, amigos e familiares. Segue um texto do “o cavalheiro civilizado”  que indica também como receber uma visita de forma gentil e agradável!

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Das visitas

As visitas têm grande importância na vida social. Fazem-se visitas de parabéns, de agradecimento, de augúrios, de pêsames, de amizade, para fazer conhecer, para pedir perdão, etc. As visitas conciliam os ânimos, desfazem as asperezas do caráter, habituam às maneiras delicadas e a um proceder correto; estreitam relações de amizade, granjeiam conhecimentos úteis, resolvem dificuldades nas famílias, às vezes afastam os infortúnios ou pelo menos minoram-lhes o peso. Quantas vezes uma visita reconciliou ânimos desde longa data separados pelo rancor! Ninguém, pois, deve ignorar as regras que presidem às visitas.

  1. Visitarás teus superiores e os colegas com os quais tiveres relações mais íntimas.
  2. Farás visitas de agradecimento a um parente, a um amigo ou benfeitor, depois de um favor recebido.
  3. Farás visita de parabéns aos amigos e conhecidos, por alguma prosperidade que lhes tocou, por uma condecoração, por uma promoção, etc. Nos acontecimentos tristes, far-lhes-ás visitas de pêsames.
  4. Onde houver costumes, farás visitas de felicitações aos superiores, parentes e amigos, no dia do seu aniversário ou onomástico, nas festas do Natal e Ano Novo; não podendo ser pessoalmente, farás isto por carta ou telefone.
  5. É um hábito louvável o dos estudantes visitarem durante as férias os seus superiores e mestres, mostrando assim o reconhecimento devido a quem tanto se interessou pelo bem deles.
  6. Maior é o dever que te incumbe de visitar os amigos ou conhecidos gravemente enfermos. Estes, apenas restabelecidos devem apressar-se em retribuir ou agradecer tais visitas.
  7. As notícias de pessoas doentes pedem-se pessoalmente por telefone ou por meio de um criado, para que a família possa também responder à voz sem perder tempo em escrever. Só quem mora longe pode pedir informações por escrito.
  8. Retribuir, em geral, as visitas é coisa indispensável e deve-se fazer possivelmente no prazo de oito dias. Quando, por justos motivos, te vires impedido de retribuir uma visita, procura apresentar suas desculpas para não passares por mal educado e para não ofenderes, talvez a quem te visitou.
  9. Entre amigos, as visitas não se contam, e por isso, nem sempre é preciso pagá-las. Igualmente os superiores não estão obrigados a isso para com os seus inferiores, mas sempre que o fizerem, darão prova de bondade e grandeza de alma.
  10. O desejo imoderado de fazer e receber visitas, é indício de vaidade; por outra parte, deixar de fazer as que são impostas pelo dever ou pelo costume, denota preguiça e grosseria.
  11. Para as visitas, deves procurar as horas mais oportunas para quem as recebe; por frisso nem muito de manhã, nem muito de noite, nem durante as refeições, nem nas horas de descanso ou de funções religiosas dos dias santos. Informa-te dos costumes da família a quem te apresentas, para não seres importuno.
  12. Se porventura fizeres alguma visita intempestiva, procura desculpar-se antes e depois.
  13. Não entrarás na casa e tanto menos nos aposentos alheios, sem prévia licença; por isso toca delicadamente a campainha, e na falta desta, bate de leve à porta e espera pacientemente que te vão abrir ou te mandarem entrar.
  14. À entrada e à saída, deves fechar a porta, a não ser que haja alguém incumbido disto.
  15. Ao entrar, faze o devido cumprimento às pessoas que te apresentarem.
  16. O chapéu, o guarda-chuva ou a bengala e o sobretudo, deixam-se ordinariamente na ante-sala; quando não a houver, conservarás os mencionados objetos na mão, até seres convidado a depô-los.
  17. As visitas de cumprimento, de felicitações e de outras semelhantes, devem ser breves, especialmente se quem as recebe está muito ocupado.
  18. Na casa alheia não fica bem examinar os objetos, a não ser que aí estejam para serem admirados; tocá-los não é permitido, salvo a convite dos donos.
  19. Introduzido em lugar onde se estiver comendo, é grosseria passear os olhos sobre as iguarias ou pelos pratos dos comensais.
  20. Durante a visita, observa com escrúpulo todas as regras de civilidade expostas para a conservação, e, ao despedir-te, renova os protestos de estima e as saudações. Se te quiserem seguir, insiste para que não tenham esse incômodo: se, não obstante isso, te seguirem, renova a inclinação na porta.
  21. Se durante a visita perceberes que os visitados têm pressa de se desocuparem, procura despedir-te logo.
  22. Quando fores tu o visitado, não faças esperar muito o visitante. Se for uma pessoa notável, vai-lhe ao encontro na ante-sala ou à porta da rua, convida-a a depôr o chapéu, o capote, etc. Ao partir, restitui-lhe esses objetos, acompanha-a até à porta e não te retires enquanto não se tiver afastado.
  23. Quando chegar à tua casa um forasteiro, especialmente se chegar de viagem, conduze-o a refrescar-se um pouco, ajuda-o a escovar a roupa, manda-lhe dar água para lavar as mãos, etc. Se deve ficar como hóspede em sua casa, designa-lhe um quarto bem arrumado, informa-o do horário, não te esquecendo de indicar-lhe o banheiro e instalação higiênica. Cerca-o, enfim, de carinho e gentileza por todo o tempo que ficar em sua casa.
  24. Os meninos, ao fazerem visitas, devem ser acompanhados pelos pais ou ter ao menos sua licença. Não te atrevas a visitar pessoas de moralidade duvidosa. Não é suficiente não ter más informações: É preciso tê-las boas e de fonte segura; do contrário, andarás às cegas com manifesto perigo da tua virtude.frd
  25. Nas visitas é preciso ainda evitar as seguintes coisas:
  26. Entrar na sala carregado de embrulhos, capa e guarda-chuva.
  27. Tentar apertar a mão de todas as pessoas presentes, quando sejam em grande número. Basta que o façamos ao dono e à dona da casa; um cumprimento geral é suficiente para todos.
  28. Estender a mão a uma senhora, sem que dela provenha a iniciativa. Em regra, nunca devemos estender a mão às pessoas de mais idade e maior categoria, caso elas nos não animem, estendendo-a primeiro.
  29. Tirar as luvas quando fazemos uma visita de cerimônia.
  30. Precipitar-nos para tomar uma cadeira. É melhor esperar sempre que a dona da casa a ofereça para nos sentarmos.
  31. Mostrar frieza e enfado, assim como ser efusivo e falador demais.
  32. Reparar na mobília, quadros, ou noutros objetos, como se mentalmente estivéssemos a avaliá-los.
  33. Fitar os olhos com insistência nas pessoas presentes.
  34. Não nos levantar todas as vezes que entra na sala uma senhora ou uma pessoa de respeito.
  35. Reclinar-nos no sofá ou nas poltronas. Só em nosso quarto, bem à vontade, nos é permitida essa exagerada comodidade.
  36. Cruzar as pernas quando estamos sentados. Muitas pessoas têm esse costume que não é de bom gosto.
  37. Apoiar-nos apenas nos pés traseiros das cadeiras.
  38. Fazer movimentos com os pés, redemoinhos com os dedos polegares, manejos com a corrente do relógio, castão da bengala, botões, etc.
  39. Falar só de assuntos que nos dizem respeito.A verdadeira educação, diz um escritor espirituoso, consiste em ouvir com interesse contar coisas que nós sabemos perfeitamente, por pessoas que as ignoram ou as contam mal.
  40. Quando nos convidam para tocar ou cantar, recusar sem termos a firme tensão de persistir na recusa. É uma intolerável exibição da vaidade e capricho fazermos que a dona da casa teime conosco, para, por fim, consentirmos em ascender aos rogos.
  41. Uma dona de casa insistir com uma pessoa para cantar ou tocar, quando essa pessoa já se escusou duas vezes. A primeira escusa pode passar por acanhamento ou modéstia, mas, depois da segunda, deve cessar a insistência.
  42. Falar em segredo diante da gente. Quando o que temos a dizer não pode ser dito em voz alta, reservamos a confidência para ocasião mais oportuna.kitchen party
  43. Numa roda, falar com uma pessoa sobre negócios que só dizem respeito a essa pessoa e a nós próprios, ou que não podem ser compreendidos pelos outros.
  44. Falar demasiado das nossas doenças ou desgostos.
  45. Falar somente de pessoas desconhecidas das que estão presentes.
  46. Fazer espírito à custa dos outros, ou ridicularizar alguém.
  47. Insistir em falar na beleza de pessoas que não estão presentes, na riqueza das casas de outras pessoas, no brilho de diversões alheias, ou superioridade de alguém. O louvor excessivo de pessoas ou coisas ausentes pode desgostar os presentes.
  48. Depois de ouvir cantar ou tocar qualquer instrumento, referir-se elogiosamente a outras pessoas que cantaram ou executaram o mesmo trecho.
  49. Levar a conversa para o lado da religião ou da política. As discussões sobre estes assuntos são freqüentemente causa de irritação; por esse motivo vale mais evitá-las.
  50. Interromper uma pessoa que esta contando qualquer anedota ou história. É imperdoável esta falta na sociedade.
  51. Contradizer alguém. Pode haver divergências de opinião; mas a contradição imediata de qualquer coisa que se diz, é de péssimo efeito.
  52. Questionar com as pessoas. Quando se conversa, é até interessante o vai e vem do contínuo de réplica, mas nunca devemos cair em discussões muito acaloradas. Quando tal suceda, os donos da casa devem intervir, e habilmente desviar a conversação para outro assunto.
  53. Quando contamos qualquer caso, pormenorizarmos todas as minúcias e fazemos pausas a cada palavra; devemos ser claros e prontos na nossa exposição, para chegar ao fim o mais depressa possível.
  54. Falar de um único assunto, ou sobre coisas que não interessam às outras pessoas.
  55. Repetir graças já sabidas ou histórias também muito ouvidas.
  56. Fazer trocadilhos de mau gosto ou muito pueris. Um bom trocadilho está bem, mas uma série deles redunda em maçada.
  57. Repetir as conversações que ouvimos; de boca em boca as palavras perdem o sabor, e simples ditos assim repetido podem causar desgostos.
  58. Contar anedotas e referir reminiscências sobre parentes e amigos, que não são das relações dos presentes, que estes nem sequer conhecem.
  59. Mostrar vaidade dos nossos conhecimentos ou falar do nosso talento sobre qualquer matéria.
  60. Tornarmo-nos heróis das nossas próprias histórias.
  61. Não devemos considerar nossos compatriotas inferiores aos estrangeiros, pela razão de serem diferentes os seus costumes nacionais.
  62. Amuar porque nos imaginamos esquecidos. Pensemos antes em nos tornar agradáveis e acabaremos por nos divertir.
  63. Mostrar aborrecimento, mesmo com importuno. É de boa educação fazermos boa cara às várias maçadas inerentes à vida social.
  64. Diante de gente, abrir um livro e ler. Se estamos aborrecidos, é melhor irmos embora; se não estamos, devemos prestar atenção aos outros.
  65. Colocarmo-nos no lugar mais cômodo com o prejuízo das outras pessoas. Nunca nos devemos esquecer de que o egoísmo é o pior de todos os defeitos.
  66. Quando um homem entra ou sai de casa acompanhado de senhoras, passar diante delas. As senhoras têm sempre a preferência.
  67. Olhar constantemente para o relógio, como se estivéssemos impacientes de ver passar o tempo.

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